Pular para o conteúdo principal

Captar a água da chuva e distribuir na cidade é uma ajuda viável?

O texto a seguir pode parecer ingênuo, e até infantil, mas eu penso que pode vir a inspirar algo útil também.

Há décadas que  enfrentamos sérios problemas com a água, chove em excesso e falta água potável, o que é um contrassenso absurdo, mas o grande problema é que a chuva não cai mais onde estão os reservatórios.

Por algum tempo eu fiquei pensando nesse problema e me veio uma "possível" (entre aspas, pois pode ser ineficiente) forma de reduzir um pouco esse impacto. Na rua onde eu cresci havia um estação da Sabesp, com aquela conhecida caixa d´agua em forma de funil.


Eu, em meus tempos de garoto, sempre via isso realmente como um funil que captava água da chuva. E agora pensei que realmente poderiamos espelhar grandes funis pelos bairros de São Paulo, de forma a captar uma grande quantidade de água da chuva, para que sejam reservadas e tratadas, não escorrendo pelas vias públicas e podendo ser reutilizada em períodos de escassez, mesmo que não sejam enormes reservatórios, seriam fontes alternativas espalhadas pela cidade.

Ficando acima do nível do solo, garantiria a captação apenas da água da chuva, que ainda não tivesse contato com o solo e com o lado interno em escada, permitiria a limpeza frequente.

Para verificar a viabilidade, busquei algumas contas simples que me dessem uma idéia sobre quanta água seria possível captar assim, e foi aí que veio uma decepção.

Pelo Google Maps, verifiquei que um reservatório desses tem algo próximo a 20m2 e com uma méida de chuva em 100mm por dia, conseguiria captar algo perto de 2.000L de água, o que me parece pouco.


Mais tarde entendi que não precisava do Funil, poderia usar a superfície do reservatório como captador, com uma área de aproximadamente 100m2 (muito menor que um campo de futebol) captaria, em uma chuva de 100mm em um dia, um volume de 10.000L, o que já me parece mais interessante.



Um campo com uma área de 4.000m2 captaria 400.000L de água, em um dia de 100mm de chuva, que deixaria de escorrer pelas vias e poderia ser utilizada futuramente. Considerando o período do verão, que chove diariamente, acredito que podemos afirmar que em um mês teriamos 1.200.000L captados.

Essa não seria nem de longe a solução definitiva, mas reservatórios como esses, colocados em lugares estratégicos da cidade, diminuiriam o volume das enchentes e permitiria o uso dessa água em algum momento quando fosse necessário.

Um sistema em escala menor poderia ser utilizado em prédios e casas.

De novo, é uma solução simples, ingênua e até mesmo infantil, mas que pode levar a outras opções.






por: Conrado Tramontini
Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Quem poupa o lobo, sacrifica a ovelha

Na semana passada, um conflito entre polícia e moradores da favela Paraisópolis em São Paulo, virou notícia. Segundo os jornais "a morte do traficante e ladrão Marcos Purcino, de 25 anos, durante uma troca de tiros com policiais militares no domingo à tarde, desencadeou a revolta de moradores da favela. Segundo o chefe do Comando de Policiamento de Área Metropolitano-5 (CPA/M-5), coronel Danilo Antão Fernandes, o protesto foi causado pela morte de Purcino, um foragido da Justiça com duas condenações por roubo".

Isso só me faz lembrar da citação atribuída a Victor Hugo "Quem poupa o lobo, sacrifica a ovelha"

ou a citação completa:

A compaixão nem sempre é uma virtude. Quem poupa a vida do lobo, condena a morte as ovelhas. (Victor Hugo)


por: Conrado Tramontini

Panis et circensis

Eu fico assombrado com o poder da mídia e a sinergia de pensamentos motivados por acontecimentos. Dia desses estava pensando em um texto justamente sobre o poder de influência da mídia sobre as atitudes e o comportamento na sociedade e sobre o papel que ela desempenha no que é conhecido sobre "política do pão e circo" muito em voga no Brasil atualmente - inclusive hoje enviei um e-mail com esse enfoque para a revista Veja, mas isso não vem ao caso. Enfim, o que observo é que as novelas, os filmes, os shows, as micaretas, as "baladenhas", o futebol, tudo isso nos aliena dos demais fatos em nossa sociedade. Ficamos tão entretidos com nossa diversão (aqui talvez exista um pleonasmo) que somos desviados do que acontece no resto do mundo - por resto do mundo, me refiro a 100 metros de onde estamos - e isso cria um lugar ideal para a proliferação de fungos, bactérias e pessoas desonestas, a base para a permissividade toma conta do país.
Não vejo isso com…

Meu pedido de noivado.

Não há melhor forma de manter uma memória que a escrever, e não recordação mais precisa, porém efémero, que nossa memória. Recordo-me de sentir a expectativa pela abertura das cortinas que se assomava dentro do teatro e pela qual eu já estava acostumado. Eu estava ansioso por outra coisa repetidamente colocava a mão em meu bolso para sentir o canto do metal em meus dedos e então voltava para ajustar a câmera fotográfica. Eu ainda tinha dúvidas se deveria realmente fazê-lo da forma que eu estava premeditando. Até aquele momento ninguém sabia, somente eu. Chequei os bolsos mais algumas vezes. A decisão de agir já estava tomada havia algum tempo. Sim, eu iria pedi-lâ em casamento, mas quando, como e onde foram respostas que vieram depois, com algumas sugestões sutis. Acho que uma primeira sugestão foi quando estava assistindo, descompromissado, um reprise de Friends e o Ross e a Rachel invetam uma história sobre um pedido de noivado e depois ele conta como teria feito o pedido e ele descre…