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Mostrando postagens de Setembro, 2007

Escolhas.

Escolhas (Conrado Tramontini)

Não existe peso maior para os ombros de um homem, que a responsabilidade pelos seus atos.
Você pode passar a vida toda buscando a liberdade, mas quando fica cara-a-cara com o abismo da responsabilidade, no caminho que leva à liberdade, não tem um único homem consciente, que não treme por dentro. Até as mais estúpidas criaturas pensam - se é que podem faze-lô - em voltar para o ventre da mãe.

Com meu filho, aquele rapaz que adotei, não foi diferente - sim, eu o adotei porque diferente de quem me criou e me colocou nesse mundo, eu não posso ser pai. Esse foi um de meus castigos.

Ele estava na casa dos 20 e experimentava o amadurecimento, as escolhas, o sabor do amor e a confusão que ele causava. Ah! o pobre do garoto estava ficando maluco... Eu me divertia assistindo enquanto ele se enfiava em confusão. Mas ainda só podia observar, não podia ajuda-lo.
Até o próprio coração zombava dele, enquanto ele só queria um amor para substituir a perda da mãe que tinha parti…

As vontades do rei.

Hoje tenho conhecimento das respostas de minhas perguntas mais imediatas. Sobre quem sou e o que vou cobrar de mim no fim dessa vida.

Vou viajar, viajar o mundo. Arder sob o escaldante sol africano e fazer fotos sobre a fauna. Partir de um porto na Bahia e registrar os grandes mamíferos e depois me ralar em penhascos carregando quilos de equipamentos nas costas. Buscar e realizar ações ambientais e sociais. Vou prometer tudo isso e fazer apenas um terço.

Vou ser acordado as 2h da manhã por um amigo, em Londres, que queria só mandar um abraço, me divertir com outro que se meteu numa espelunca em Salvador. Viajar com amigos para a praia.

Sorrir para aquela criança sentada sozinha em uma mesa, fazendo um desenho, que me faz lembrar de mim mesmo, e deixar os olhos encher de água. E, por eu ser exageradamente sentimental, eles vão se encher assim todas as outras vezes que eu me lembrar do garoto e você nem vai saber disso.

Vou chegar em casa desarrumado, após um dia terrível no trabalho e enc…

Poema em linha reta - Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;

Amizade ...

Ahhh a amizade ...
Esse é um dos melhores programas que a TV já apresentou. Foi feito pela TV Cultura nos tempos da minha infância. É a história do menino Júlio, que perde seu leão de estimação e vive uma grande aventura atrás dele.
Banho de aventura(Hélio Ziskind)Nem a água do mar,
nem da máquina de lavar
pode separar dois amigos.

Na parede do quarto
você pode ver
como são unidos.

Léo junto ao Júlio
Júlio junto ao Leo,
Léo junto ao Júlio
Júlio junto ao Leo.

O Júlio é um menino
e o Léo é o seu leão.
Ele é o maior.
Ele é o melhor.
Ele é o seu mais
querido amigo.

Ele é o maior.
Ele é o melhor.
Ele é o seu mais
querido amigo.

Chegando da escola
o Júlio entra no seu quarto
procurando o amigo Léo,
vai ficando assustado.

Cadê o Léo, cadê o Léo
o Léo onde é que está?...

Intérpretes: Hélio Ziskind e Paulo Tatit

O PIQUENIQUE DAS TARTARUGAS

Estava lembrando de um texto que li quando ainda cursava o primário (ou primeiro grau). Não lembro bem, mas acho que sem sacanagem a professora se chamava Elza mesmo. Elza ou Izilda algo assim ...

Lembrei do texto porque estava pensando no fato de as pessoas em alguns momentos darem condições para que as outras errem, como se num ato involuntário de realmente flagar o erro.

Foi uma surpresa achar esse texto na net - achei que não existiria mais - e com uma conclusão que concorda com essa linha de raciocínio.

O PIQUENIQUE DAS TARTARUGAS

Uma família de tartarugas decidiu sair para um piquenique. As tartarugas, sendo naturalmente lentas, levaram sete anos para prepararem-se para seu passeio.

Finalmente a família de tartarugas saiu de casa para procurar um lugar apropriado. Durante o segundo ano da viagem encontraram um lugar ideal!

Por aproximadamente seis meses limparam a área, desembalaram a cesta de piquenique e terminaram os arranjos.

Então descobriram que tinham esquecido o sal.

Um piqueniq…