Pular para o conteúdo principal

Mulheres.

Vou relatar um fato histórico que sem dúvida reforça o importante papel que as mulheres têm em nossa sociedade. Dificilmente vou conseguir passar a nobreza e a beleza que constituem a narrativa original, mas fico contente em ao menos citá-la.

Em 480 a.C. a Pérsia, naquele momento um gigantesco império, sobre o comando do Rei Xerxes estava em guerra com a dividida Grécia. Um força persa monumental (os historiadores citam 2 milhões de homens) marcharam em direção a Grécia, fazendo no caminho novos aliados, entre eles muitos povos também gregos.

Para não me estender muito, algumas poucas nações da região conhecida como Helesponto, Ática e Lacedemonia, se uniram para iniciar a defesa de suas cidades-estado, se recusando a se entregar e se render. A cabeça dessa liga era Esparta, que enviou 300 homens, de sua melhor tropa, incluindo seu Rei para montar a defesa do desfiladeiro das Termópilas. Esses homens estavão cientes da sua morte e de que era uma batalha suicída. Apenas segurar o ataque.

Cheguei aonde queria. No livro Portões de Fogo, o autor reconta dois fatos que demonstram quem são as mulheres de esparta:

No primeiro momento a rainha Gorgo, ao invés de chorar e pedir que seu marido, o Rei Leônidas, fique, ela ordena a ele que "volte com o escudo, ou sobre ele", fazendo alusão ao cerimonial de morte, onde o guerreiro retorna para casa em seu leito coberto pelo seu escudo.

Em outro momento uma mulher, esposa de um grande guerreiro e mãe de um jovem soldado é informado que os dois homens de sua vida foram escolhidos para lutar nas Termópilas. Nesse momento ela vai até o Rei e a Rainha, para saber porque logo ela foi eleita para tanto sofrimento.

O Rei explica que as mulheres de esparta são mães e esposas de guerreiro e que elas, e não eles, são responsáveis por toda a vitória, pois mesmo perdendo seus homens em batalhas, elas estão sempre de pé e cuidando da cidade e a preparando para uma nova batalha. Se as outras mulheres da Grécia as vissem desamparadas sofrendo por perdas, certamente fugiriam daquela guerra por seu país, mas naquele momento, elas veram as mais fortes mulheres de esparta determinadas como sempre foram, mesmo tendo seus homens mortos nas Termópilas, cuidando de suas famílias, mantendo a cidade para a próxima Guerra com toda a beleza e nobreza que elas possuem.
Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Quem poupa o lobo, sacrifica a ovelha

Na semana passada, um conflito entre polícia e moradores da favela Paraisópolis em São Paulo, virou notícia. Segundo os jornais "a morte do traficante e ladrão Marcos Purcino, de 25 anos, durante uma troca de tiros com policiais militares no domingo à tarde, desencadeou a revolta de moradores da favela. Segundo o chefe do Comando de Policiamento de Área Metropolitano-5 (CPA/M-5), coronel Danilo Antão Fernandes, o protesto foi causado pela morte de Purcino, um foragido da Justiça com duas condenações por roubo".

Isso só me faz lembrar da citação atribuída a Victor Hugo "Quem poupa o lobo, sacrifica a ovelha"

ou a citação completa:

A compaixão nem sempre é uma virtude. Quem poupa a vida do lobo, condena a morte as ovelhas. (Victor Hugo)


por: Conrado Tramontini

Panis et circensis

Eu fico assombrado com o poder da mídia e a sinergia de pensamentos motivados por acontecimentos. Dia desses estava pensando em um texto justamente sobre o poder de influência da mídia sobre as atitudes e o comportamento na sociedade e sobre o papel que ela desempenha no que é conhecido sobre "política do pão e circo" muito em voga no Brasil atualmente - inclusive hoje enviei um e-mail com esse enfoque para a revista Veja, mas isso não vem ao caso. Enfim, o que observo é que as novelas, os filmes, os shows, as micaretas, as "baladenhas", o futebol, tudo isso nos aliena dos demais fatos em nossa sociedade. Ficamos tão entretidos com nossa diversão (aqui talvez exista um pleonasmo) que somos desviados do que acontece no resto do mundo - por resto do mundo, me refiro a 100 metros de onde estamos - e isso cria um lugar ideal para a proliferação de fungos, bactérias e pessoas desonestas, a base para a permissividade toma conta do país.
Não vejo isso com…

Meu pedido de noivado.

Não há melhor forma de manter uma memória que a escrever, e não recordação mais precisa, porém efémero, que nossa memória. Recordo-me de sentir a expectativa pela abertura das cortinas que se assomava dentro do teatro e pela qual eu já estava acostumado. Eu estava ansioso por outra coisa repetidamente colocava a mão em meu bolso para sentir o canto do metal em meus dedos e então voltava para ajustar a câmera fotográfica. Eu ainda tinha dúvidas se deveria realmente fazê-lo da forma que eu estava premeditando. Até aquele momento ninguém sabia, somente eu. Chequei os bolsos mais algumas vezes. A decisão de agir já estava tomada havia algum tempo. Sim, eu iria pedi-lâ em casamento, mas quando, como e onde foram respostas que vieram depois, com algumas sugestões sutis. Acho que uma primeira sugestão foi quando estava assistindo, descompromissado, um reprise de Friends e o Ross e a Rachel invetam uma história sobre um pedido de noivado e depois ele conta como teria feito o pedido e ele descre…