Pular para o conteúdo principal

Skylab

Rogério Skylab, um figuraça maluco, está lançando o SKYLAB VI e ontem ele estava no Jô falando sobre o seu livro de poesias.

Na entrevista de ontem, o Jô comentou sobre a preocupação ambiental do Rogério e sua música matador de passarinhos. Em seguida perguntou sobre as baleias fazendo graça e o Rogério respondeu:

Cara, o que eu posso dizer sobre as baleias? você me faz cada pergunta. Eu sou um cara da cidade, fico em casa nú, coçando o saco e eu penso o que eu posso falar sobre as baleias? Não posso dizer nada sobre as baleias.


Para registrar o evento, estou colocando aqui uma de suas poesias, e alguns vídeos de suas músicas.

NOVOS TEMPOS.

Que tempos são esses ?
- perguntou-me a professora de filosofia.
Então respondi à minha maneira :
são tempos de pura sandice.

Só os loucos amam, professora.
Os outros trabalham,
à noite assistem televisão,
e depois dormem até o dia raiar.

Quando amanhece, voltam para o trabalho.
Enquanto eu durmo, sonho,
trepo e não gosto de trabalhar.

Esses são os novos tempos, professora.
Tempos de escrever como quem fala.
E não dizer absolutamente nada.




Matador de Passarinho

Hino Nacional

Acorda Siva Maria - Meu preferido.
Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Quem poupa o lobo, sacrifica a ovelha

Na semana passada, um conflito entre polícia e moradores da favela Paraisópolis em São Paulo, virou notícia. Segundo os jornais "a morte do traficante e ladrão Marcos Purcino, de 25 anos, durante uma troca de tiros com policiais militares no domingo à tarde, desencadeou a revolta de moradores da favela. Segundo o chefe do Comando de Policiamento de Área Metropolitano-5 (CPA/M-5), coronel Danilo Antão Fernandes, o protesto foi causado pela morte de Purcino, um foragido da Justiça com duas condenações por roubo".

Isso só me faz lembrar da citação atribuída a Victor Hugo "Quem poupa o lobo, sacrifica a ovelha"

ou a citação completa:

A compaixão nem sempre é uma virtude. Quem poupa a vida do lobo, condena a morte as ovelhas. (Victor Hugo)


por: Conrado Tramontini

Meu pedido de noivado.

Não há melhor forma de manter uma memória que a escrever, e não recordação mais precisa, porém efémero, que nossa memória. Recordo-me de sentir a expectativa pela abertura das cortinas que se assomava dentro do teatro e pela qual eu já estava acostumado. Eu estava ansioso por outra coisa repetidamente colocava a mão em meu bolso para sentir o canto do metal em meus dedos e então voltava para ajustar a câmera fotográfica. Eu ainda tinha dúvidas se deveria realmente fazê-lo da forma que eu estava premeditando. Até aquele momento ninguém sabia, somente eu. Chequei os bolsos mais algumas vezes. A decisão de agir já estava tomada havia algum tempo. Sim, eu iria pedi-lâ em casamento, mas quando, como e onde foram respostas que vieram depois, com algumas sugestões sutis. Acho que uma primeira sugestão foi quando estava assistindo, descompromissado, um reprise de Friends e o Ross e a Rachel invetam uma história sobre um pedido de noivado e depois ele conta como teria feito o pedido e ele descre…

Dia da Consciência Negra e o banco Imobiliário da vida real.

No final desse domingo chuvoso, uma atitude do meu pai - um filho de italiano e mameluco, um tanto cabeça-dura a modismos e assuntos rasos e outro tanto extremamente inteligente e humano a assuntos mais complexos - gerou uma excelente reflexão sobre o real problema relacionado a etnia / distribuição de recursos (não vou falar renda pois não se trata de comprar ou não um iPhone).

O texto dele dizia:

É domingo. 22.16 horas. Está frio e garoa. Pela câmera da rua vejo uma pessoa empurrando um carrinho cheio de papelão. Lembro das antenas de alumínio de VHF que troquei pelas digitais. Penso, quem quer que esteja trabalhando domingo a essa hora sob garoa procurando latinhas de alumínio merece ajuda.  Abro o portão, a rua está deserta, grito para a pessoa: Hei, quer alumínio? Ele sob a rua e para em frente ao meu portão. É jovem e negro. Vou até o fundo do quintal e pego as antenas. Elas não passarão pelo vão do portão. Muitos teriam receio mas vou até a sala e abro o portão automático. Entr…