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Dia da Consciência Negra e o banco Imobiliário da vida real.

No final desse domingo chuvoso, uma atitude do meu pai - um filho de italiano e mameluco, um tanto cabeça-dura a modismos e assuntos rasos e outro tanto extremamente inteligente e humano a assuntos mais complexos - gerou uma excelente reflexão sobre o real problema relacionado a etnia / distribuição de recursos (não vou falar renda pois não se trata de comprar ou não um iPhone).

O texto dele dizia:

É domingo. 22.16 horas. Está frio e garoa. Pela câmera da rua vejo uma pessoa empurrando um carrinho cheio de papelão. Lembro das antenas de alumínio de VHF que troquei pelas digitais. Penso, quem quer que esteja trabalhando domingo a essa hora sob garoa procurando latinhas de alumínio merece ajuda.  Abro o portão, a rua está deserta, grito para a pessoa: Hei, quer alumínio? Ele sob a rua e para em frente ao meu portão. É jovem e negro. Vou até o fundo do quintal e pego as antenas. Elas não passarão pelo vão do portão. Muitos teriam receio mas vou até a sala e abro o portão automático. Entr…
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É de confundir!

É de confundir!
(“A s’y meprendre!”, 1883)
AUGUSTE VILLIERS DE L’ISLE-ADAM

Numa cinza manhã de novembro, eu ia descendo pela beira do rim em passo apressado. Uma garoa fria molhava o ar. Passantes negros, abrigados em guarda-chuvas disformes, se entrecruzavam. O Sena amarelado carregava seus barcos de mercadorias parecidos com besouros. Nas pontes, o vento fustigava bruscamente os chapéus, cujos donos lutavam com o espaço para salvá-los, fazendo aqueles gestos e contorções sempre tão penosos para o artista.
Minhas idéias eram pálidas e brumosas; a preocupação de um encontro de negócios, aceito na véspera, atazanava minha imaginação. O tempo era curto: resolvi me abrigar debaixo da marquise de um portão, de onde seria mais cômodo fazer sinal para um fiacre.
Na mesma hora notei, bem ao meu lado, a entrada de um prédio quadrado, de aparência burguesa.
Ele tinha se erguido na bruma como uma aparição de pedra, e apesar da rigidez de sua arquitetura, apesar do vapor sinistro que …

Meu pedido de noivado.

Não há melhor forma de manter uma memória que a escrever, e não recordação mais precisa, porém efémero, que nossa memória. Recordo-me de sentir a expectativa pela abertura das cortinas que se assomava dentro do teatro e pela qual eu já estava acostumado. Eu estava ansioso por outra coisa repetidamente colocava a mão em meu bolso para sentir o canto do metal em meus dedos e então voltava para ajustar a câmera fotográfica. Eu ainda tinha dúvidas se deveria realmente fazê-lo da forma que eu estava premeditando. Até aquele momento ninguém sabia, somente eu. Chequei os bolsos mais algumas vezes. A decisão de agir já estava tomada havia algum tempo. Sim, eu iria pedi-lâ em casamento, mas quando, como e onde foram respostas que vieram depois, com algumas sugestões sutis. Acho que uma primeira sugestão foi quando estava assistindo, descompromissado, um reprise de Friends e o Ross e a Rachel invetam uma história sobre um pedido de noivado e depois ele conta como teria feito o pedido e ele descre…

Dia da fotografia

Eu não sei dizer como, ou por quê, a fotografia entrou na minha vida. Mas eu sei dizer quando: desde a infância.
Em um primeiro momento eu andava brincando com uma Kodak Instamatic 101 (sem filme), do meu pai, pela rua; depois colecionava livros Tesouro Disney sonhando com o brinde, uma câmera chamada Tekinha II.
Talvez inspirado por ver meu possui sempre nos fotografando com uma icônica Olympus Trip.
Tempos depois, com o primeiro emprego, eu comprei uma nova Kodak Instamatic 101e dessa vez colocava filme nela. Andei fotografando por Garça, na companhia do meu primo @reinaldoportella
Em 1999 Veio a primeira digital, uma Creative PC-CAM 600, que me permitiu experimentar muito.
Como eu disse, eu não sei a razão dessa admiração pela fotografia desde tão novo, mas lá por 2004 eu tive um transtorno de ansiedade e depressão por conta de alguma rigidez em minha mente e alma, foi aí que reencontrei a fotografia, pouco depois desse episódio, tive nas mãos uma Sony, com ajustes manuais, foi a …

São Paulo, grande, mas não majoritária.

Vamos esclarecer uma coisa: não existe "paulistano típico" ou "paulista padrão" ou qualquer coisa do tipo, como as vezes querem fazer parecer, como sendo um um batedor de panelas de varanda gourmet, branco, rico, dirigindo carro importado, reclamão, alienado e egoísta.
São Paulo - a cidade e o estado - é formado por muitos povos, muitas etnias, muitas culturas, muitas opiniões, muitos sonhos, angústias, elogios e críticas.
São Paulo é Italiana, africana, portuguesa, árabe, japonesa, chinesa, católica, muçulmana, protestante, candomblé, sulista, nortista e nordestina, pobre, rica, motorista, ciclista, de esquerda e de direita...
Escolha uma característica e ela será grande em São Paulo, mas jamais será majoritária.
Por isso temos tantos conflitos, tantas divergências e ainda sim tanto em comum e a compartilhar.

por: Conrado Tramontini

Lula e o nazismo...

No congresso do PT em Salvador, realizado ontem (12/06/2015), Lula disse que as investigações do Mensalão e do Lava Jata, são movimentos muito bem planejadas, como os movimentos que iniciaram o Nazismo e o Facismo, quando "começaram a desacreditar algumas pessoas", sendo aplaudido pela claque desinformada. Lula não é mal informado, ele é mal intencionado. Ele sabe muito bem como o Nazismo começou: com um homem sedento pelo poder, dizia que iria liderar o "seu povo" povo pobre e sofrido, destruindo as elites que os condenavam a fome. Como disse, Lula não é mal informado e sabe muito bem como o que está fazendo... por: Conrado Tramontini

As pré-pessoas e o aborto.

A discussão de temas extremos e polêmicos tem ganhado força dentro da nossa sociedade, ao que eu atribuo uma tendência ao conflito, ao choque de idéias como uma guinada drástica na sociedade atual.

Um desses temas é o aborto, que tem tido uma oportunidade de ser apoiado ou criticado nas redes sociais, como uma lista de razões pró e contra, religiosos ou não-religiosos, de mães e não-mães.

O aborto é a interrupção de uma gravidez de forma voluntária através de diferentes técnicas, ou involuntária causado pelo organismo.

O que tem me chamado a atenção é que o aborto é o que eu chamo (intencionalmente) de "a solução final" para um problema que começou lá atrás e antes de falarmos sobre o aborto, precisamos falar sobre o que levou a aquela gravidez e para mim, é isso que deve ser tratado primeiro.

A lei brasileira já preve o aborto em casos de violência sexual e risco para a mulher, então quais são as razões que o movimento pró-aborto usa? Justamente a gravidez indesejada origin…