24 de maio de 2014

Captar a água da chuva e distribuir na cidade é uma ajuda viável?

O texto a seguir pode parecer ingênuo, e até infantil, mas eu penso que pode vir a inspirar algo útil também.

Há décadas que  enfrentamos sérios problemas com a água, chove em excesso e falta água potável, o que é um contrassenso absurdo, mas o grande problema é que a chuva não cai mais onde estão os reservatórios.

Por algum tempo eu fiquei pensando nesse problema e me veio uma "possível" (entre aspas, pois pode ser ineficiente) forma de reduzir um pouco esse impacto. Na rua onde eu cresci havia um estação da Sabesp, com aquela conhecida caixa d´agua em forma de funil.


Eu, em meus tempos de garoto, sempre via isso realmente como um funil que captava água da chuva. E agora pensei que realmente poderiamos espelhar grandes funis pelos bairros de São Paulo, de forma a captar uma grande quantidade de água da chuva, para que sejam reservadas e tratadas, não escorrendo pelas vias públicas e podendo ser reutilizada em períodos de escassez, mesmo que não sejam enormes reservatórios, seriam fontes alternativas espalhadas pela cidade.

Ficando acima do nível do solo, garantiria a captação apenas da água da chuva, que ainda não tivesse contato com o solo e com o lado interno em escada, permitiria a limpeza frequente.

Para verificar a viabilidade, busquei algumas contas simples que me dessem uma idéia sobre quanta água seria possível captar assim, e foi aí que veio uma decepção.

Pelo Google Maps, verifiquei que um reservatório desses tem algo próximo a 20m2 e com uma méida de chuva em 100mm por dia, conseguiria captar algo perto de 2.000L de água, o que me parece pouco.


Mais tarde entendi que não precisava do Funil, poderia usar a superfície do reservatório como captador, com uma área de aproximadamente 100m2 (muito menor que um campo de futebol) captaria, em uma chuva de 100mm em um dia, um volume de 10.000L, o que já me parece mais interessante.



Um campo com uma área de 4.000m2 captaria 400.000L de água, em um dia de 100mm de chuva, que deixaria de escorrer pelas vias e poderia ser utilizada futuramente. Considerando o período do verão, que chove diariamente, acredito que podemos afirmar que em um mês teriamos 1.200.000L captados.

Essa não seria nem de longe a solução definitiva, mas reservatórios como esses, colocados em lugares estratégicos da cidade, diminuiriam o volume das enchentes e permitiria o uso dessa água em algum momento quando fosse necessário.

Um sistema em escala menor poderia ser utilizado em prédios e casas.

De novo, é uma solução simples, ingênua e até mesmo infantil, mas que pode levar a outras opções.






por: Conrado Tramontini
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