29 de outubro de 2006

Incluso nas estatísticas.

Aconteceu ... após 25 anos, aconteceu ... faço parte das estatísticas.

Hoje, o Sol batendo no rosto, resolvi dar uma caminhada. Separei identidade, uma nota de R$ 10,00 e o celular, para não levar nada a mais para evitar chamar a atenção. Parei para amarrar o tênis coloquei o celular no chão alguém passou por mim. Calça vermelha, e blusa preta. Moleton. Aqui começa o núcleo da história.
Aquela pessoa me chamou a atenção. Acho que incoscientemente, os instintos humanos já previam ações estranhas, alguma coisa chamou a atenção - pronto! sabia que ia ser assaltado.

Continuei andando com o celuluar na mão, pronto para iniciar a corrida. O "calça vermelha estava muito adiante e esqueci dele. Passando por baixo do viaduto ele me acompanhou olhando para mim cara por entre os óculos.

Vacilei sem dúvida por andar com o celular na mão, mas a merda estava feita.

Passado o viaduto olhei para trás novamente e o vi mexendo na blusa. Eu estava em passos rápidos e ele acelerou. Não tinha para onde ir. Não tinha ninguém na rua.

Ali ele gritou para eu entregar o celular ou ele me enchia a cara de balas. A mão dentro da blusa. Pensei em pedir para ver a arma, pensei em bater nele. Calmo, coloquei o celular no chão. Era uma ótima chance, mas não acho que valia me arriscar por R$ 600,00.

Lembrei de uma frase que diz que a diferença entre o homem maduro e o imaturo é que o imaturo almeja morrer por um ideal e o maduro almeja viver por um ideal.

Ele atravessou a rua, e num pulo subiu o muro da linha do trem ... não o encontrei ...

Assim entrei para as estatísticas de roubo.
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