21 de janeiro de 2012

O homem, um subproduto do ambiente?

Sentado aqui, vendo o vendedor de uma barraca de meias e cintos, vestindo uma cansada regata vermelha, calça de moletom cinza e cabelos ensebados, mê pergunto: esse homem é um subproduto do meio em que vive? Seria eu um subproduto do meio?

Acredito que todos nós já tivemos aquele momento no trabalho, que ao acordar, nos dava certa agonia pensar que teríamos que ir para o escritório, executar o nosso trabalho. Esse homem sente isso ao acordar ou ficaria ele contente por poder ir para o trabalho?

Se fosse eu em seu lugar, vestiria a mesma regata desbotada e me sentaria naquela cadeira precária, esperando outro cliente? Arrumaria a mercadoria com a mesma organização ou mê entregaria a agonia do desleixo?


31 de dezembro de 2011

Feliz ano novo (2011-2012)

O post de "Feliz ano novo" é dedicado ao meu pai, Ernesto Tramontini Junior que me ensinou a gostar do Queen, e a minha mãe Neuza Tramontini B, que quandi eu ainda era criança, me contava muito empolgada sobre as palmas sincronizadas em Radio GaGa e que eu ficava triste por achar que nunca ia ver aquilo ao vivo.

A Thaty, Alê e ao Thi, ao Valdir Tramontini, que me aguentavam ouvindo Queen muitas vezes ao dia, todos os dias e ao Fernando Henrique Lopes que também gostava do Queen (acho que isso o Matheus aprendeu com a gente).

Ao Michael Ambriola que gritava "he-he-he-hey helooooo" todas as vezes que me via na rua e a Janaina Cabral de Paula que tinha que aguentar isso por muitas vezes.

Ao Leandro Gaspar e ao Mario Naldo que mesmo não gostando do Queen toparam cantar "Love of my life" no festival de música do COTEBA com a Profa. Dedé.

Ao Andre Medella e Matheus Tramontini que estavam comigo no show "Queen+Paul Rodgers" quando vimos ao vivo as palmas de Radio GaGa e ao Luccas Tramontini Lopes que ainda não tinha idade para ir no show, mas queria muito que estivesse lá.

Ao Rodrigo Fogaça pelas muitas conversas sobre música em geral.

E a Tânia Marques por ser a minha rainha mesmo não entendendo as minhas piadas. Entendeu o trocadilho?

Falando em piadas, muitas das piadas "sem graça" que conto repetidamente, aprendi com o Gaspar (pai do Leandro) e com o Mário Pierro (pai do Mário Naldo).

Dedico também a todos os meus amigos e familiares que não citei aqui, mas que sempre contribuiram muito para que eu seja quem sou hoje.

Obrigado e Feliz ano novo.

por: Conrado Tramontini

3 de dezembro de 2011

Até onde futebol me importa.

Quando eu entrei na faculdade, nenhuma organização de Futebol veio comemorar comigo, mas meus amigos e família estavam lá. Me ajudaram com as despesas e obrigações.

Quando eu tive meu primeiro trabalho nenhuma organização de Futebol veio comemorar comigo, mas meus amigos e família estavam lá. Me ajudaram com as despesas e obrigações.

Quando eu me formei, ou quando eu fui promovido, nenhuma organização de Futebol veio comemorar comigo, mas meus amigos e família estavam lá. Dessa vez, dividimos os louros.

Por quê eu deveria me importar com um time, com jogadores que ganhão milhões e não contribuem em nada na minha vida? Por isso fico acho triste alguém que diz que o time A ou B é tudo na vida deles ...

O máximo que me importo com algum futebol é até onde isso me aproxima dos meus amigos. Assisto a qualquer jogo que achar que será agradável e pronto.

por: Conrado Tramontini

21 de dezembro de 2010

Ubik

O trecho a seguir foi retirado do livro Ubik de Philip K. Dick, onde Joe Chip descreve a sua sensação quando está em frente a garota por quem sente paixão.

É incrível como descreve exatamente como me sinto perto de você:

"Como sempre, quando a oportunidade surgia, olhava perspicaz e longamente para a garota que, se ele tivesse conseguido, seria sua amante, ou melhor ainda, sua esposa. Não parecia possível que ela tivesse nascido com o mesmo sangue e os mesmos orgãos internos das outras pessoas. Próximo a ela, ele se sentia um sujeito atarracado, oleoso, suado e inculto cujo, estômago roncava e respirava ruidosamente. Perto dela, ele se tornava consciente dos mecanismos físicos que o mantinham vivo. Dentro dele, mecanismos, tubo, válvulas, compressores de gás e correias de ventilador tinham de funcionar barulhentos, numa tarefa perdida, um trabalho destinado ao fracasso. Ao ver o rosto dela, ele descobria que o seu próprio consistia uma máscara de mau gosto. A percepção do corpo dela fazia com que se sentisse como um brinquedo de corda de segunda. Todas as cores dela tinham um aspecto sutil, uma iluminação indireta. Os olhos, aquelas pedras verdes lapidadas, olhavam impassíveis para tudo. Ele nunca vira medo neles, nem aversão, nem desprezo. O que ela via, aceitava. Geralmente parecia calma. Mas, mais do que isso, ela lhe dava a impressão de ser durável, imperturbada e tranquila, não sujeita a desgastem fadiga ou doenças físicas e deterioração. (...) ele não conseguia imaginá-la com aparência mais jovem, e certamente nunca iria parecer mais velha. Tinha controle demais sobre si mesma e sobre a realidade externa para isso."

por: Conrado Tramontini

7 de novembro de 2010

Quadro

O Quadro

Quadro

(Conrado Tramontini)

Nunca me senti tão mal, por não saber pintar, como estou me sentindo agora. Minha mãe sempre elogiou minhas gravuras. Dizia que eram lindas e que eu sabia desenhar muito bem. Coisas de mãe. Não que eu desenhasse mal, mas eram desenhos de criança, feito na ponta de um lápis e uma folha de papel pautada. Branco e cinza. Apenas contornos grossos e duros. Nada de cores, nada de luzes, sombras, sensações ou vida. Diferente das obras de arte que nossa mente pode criar e que nossos olhos podem apreciar.

Queria saber pintar quadros tão vivos como os que vejo. Pintar de verdade aquelas formas, luzes e cores reais, mas o mais perto que cheguei disso foi a fotografia. Através dela, da fotografia, que eu mostro as outras pessoas as belezas e detalhes das pessoas e lugares que meus olhos vêem.

Foi por isso também que minha câmera virou companhia indispensável. Para poder mostrar a beleza, em todos os seus detalhes, do lugar onde eu estive ontem de noite.

Para dizer a verdade não sei exatamente o que eu estava fazendo naquele hotel, aquela noite. Talvez tenha ido para lá por causa da febre, talvez tenha me perdido nas fantasias dos personagens de algum livro em um lugar incomum. Talvez eu estava confortavelmente entorpecido pelo sono.

Nessa viagem, como em todas as outras, eu carregava minha câmera fotográfica, conferi e refiz as fotos algumas vezes, para não perder nada. Queria levar comigo cada momento. Não queria que nenhum detalhe se perdesse, mas por alguma maldição, infortúnio ou gozação, a memória deve ter se danificado no caminho do retorno e todas as fotos se perderam. Então a única esperança de trazer isso comigo seria através da pintura de um quadro reproduzindo o saguão luxuoso com as paredes cobertas pelas tapeçarias escarlates, o velho mobíliario de madeira maciça, coberto pelo estofado de veludo verde - certamente comprado de algum monarca britânico -, banhado pela luz das luminárias de parede, como aquelas de cinema antigo, com o cone de luz escalando a parede manchada, que eu sabia, federia a bolor e fumaça de cigarro.

Engraçado como nada nesse cenário desconhecido pareceu estranho.

Mesmo a aparência de um palácio, que contrastava fortemente com o jardim de inverno com enormes palmeiras, banhadas por fachos de luz brancas, que refletiam nas paredes de vidro, e estrapolava os limites do hotel, subindo para o céu de néon, era uma visão aconchegante.

Mas a minha curiosidade mesmo, foi excitada pelos tipos que zanzavam de um lado para o outro naquele hotel. Não eram malucos e não tinha aparência medonha, eram sim exóticos e incomuns, como se não compartilhassem o mesmo mundo que eu. Desconexos da realidade que não estava presente naquele lugar.

Logo vi sentado bem no chão, perto dos degraus que desciam para o rebaixo, antes das mesinhas adornadas em metal branco do restaurante, esse garotinho oriental, vestido com a túnica alaranjada de monge, cabeça raspada, prostrado diante de um cavalete e uma tela de metal. Estava igual a um pintor, orém, na tela de metal a figura já estava gravada em relevo e ele apenas ficava virando e mostrando orgulhoso as telas. Não se esforçava nem em simular que a tivesse pintado realmente, afinal, não tinha a intenção de enganar ninguém. Quando me viu, sorriu orgulhoso, sem criar, apenas por poder ver e apresentar-me aquelas obras de arte do cotidiano. A cada virada uma figura nova, fincada no metal acobreado. Enquadrei-o direitinho no visor da câmera enquanto mostrava-me a torre Eiffel. O mongezinho e aquela tela doida. Olhava para mim sorrindo, como se estivesse exibindo-se. Enquanto tirava mais algumas fotografias dele, reparei que um senhor sentado na mesa de trás, fazia um proeminente bigode dançar, enquanto me autorizava a continuar fotografando-o.

Velho convencido aquele.

Irritado, eu disse que as fotos não eram dele e sim do garoto. Perguntei se ele já tinha reparado em seu o trabalho, tão empolgado que voltei para o garoto antes mesmo de o bigodudo me dizer que já o tinha admirado por muitas vezes. Uma quantidade de vezes que preferia contar em xícaras de chá, mas não em minutos.

O monge me apontou para uma decoração que estava atrás dele. Uma arca de mármore sobre a qual um grande e assustador urso rugia eternamente. Ainda querendo registrar todos os detalhes daquele lugar, saquei novamente a câmera fotográfica, troquei a lente por uma de longo alcance que eu, havia um tempo, tinha aguardado ansioso para receber e agora a havia recebido. Acabei me distraindo reparando que aquela lente era muito diferente de como eu esperava que ela fosse - acho que uma forma metáforica de me avisar que eu estava vivendo de forma cotidiana, perdendo precioso tempo me preocupando mais em como as coisas eram naquele mundo, do que me preocupando com simplesmente com o fato de que as coisas simplesmente eram, naquele mundo.

Quando voltei ao urso, vi um tigre metendo a pata esquerda em seu focinho. Um tigre branco que mordia-o no pescoço se enrolando sob ele. Absorto nos ajustes da câmera, em suas trocas de lentes, eu mal tinha reparado na beleza do tigre se mexendo. Bati algumas fotos quando, dando um empurrão no urso com as patas traseiras, o tigre se virou e, entre meus cliques, fugiu pelo corredor em direção ao jardim de inverno e suas palmeiras, perseguido pelo riso suave do monge.

Continuei circulando por entre aquele lugar desconhecido e pessoas em seu cotidiano totalmente sem sentido para mim. Agora eu desejava ser especial como elas. Ter ali um papel! Uma atmosfera de surrealismo beijava nos lábios todo aquele lugar. Ainda estava reparando nos elevadores antigos, perto dos balaustres do mezanino que pareciam a murada de um antigo Galeão, quando um funcionário do hotel chamou minha atenção por ficar zanzando por ali sem destino. Ora, como se com tantos detalhes, tantas coisas para serem vistas, fosse possível agir como eles, desprezando todos os detalhes.

Nesse momento alguém me avisou sobre a encenação da máfia japonesa, um fato que eu tinha decidido não pintar no meu quadro por acreditar que era fruto da minha imaginação. O único episódio que não teria sentido onde nada tinha sentido. Mudei de idéia assim que entendi que aquele era o detalhe mais importante de todos, que compunham aquele quadro. Aquela era a única coisa que certamente não só parecia conhecida como me era realmente conhecida. Já a tinha visto em outra noite. Era uma encenação de um tiroteio que acontecia dentro do hotel. Uma forma de violência gratuita para divertir uma platéia exigente e excêntrica onde japoneses vestidos de smoking trocavam tiros, enquanto os hóspetes se escondia e se protegiam rindo as favas. Um dos homens que estavam no restaurante levou-me para a proteção de uma escrivaninha de madeira. Após algumas xícaras de chá tomadas pelo bigodudo, levantei-me e do mezanino oposto ouvi o rifle gargalhando, matraqueando uma saraivada de balas em minha direção. Enquanto eu negava a minha morte, entendi a mensagem passada a todos nós - Memento mori - Lembre-se de que você é mortal. Viva suas excentricidades, circule por esse mundo sem sentido, pois essa é a vida. Fechei os olhos por um momento e o momento se foi, deixando apenas gravado em minhas memórias detalhes da passagem por aquele lugar.

Dizem que sonhos possuem um significado mas eu, sem a menor dúvida, não faço questão de saber o significado desse, composto por fragmentos de conversas, esperanças, vontades e devaneios. Um lugar que me traz a beleza de poder viajar. E que vai ficar gravado por um bom tempo, em minha tela de cobre, mostrando que a excentricidade das pessoas, a sua indiferença entre o comum e o incomum, o riso fácil e as atividades rotineiras e desprovidas de sentido, para um olhar desinteressado, que realizam com prazer, compõem essa bela pintura surreal, dotada detalhes e vidas, os quais eu espero ainda um dia poder reproduzir em um quadro contando uma história sem pretenção de significar coisa alguma. Apenas um ensaio da imaginação, afundada em suas metáforas.

Talvez esse seja o a minha atividade. O que me fez estar ali. E talvez esse sá seja o meu quadro em sua tela de cobre lisa.

1 de novembro de 2010

Sobre "O Grande Imitador" - Veja 01/11/2010

A Veja dessa semana trouxe uma matéria bastante criticada pela seu oportunismo, parcialidade e superficialidade. A matéria "O grande Imitador" relaciona a cópia de atitudes como uma homenagem ao original, o que sim, tem significado e exemplifica colocado o Lula como um dublê de Fidel Castro, dando 90% da matéria propositalmente somente nesse exemplo, os outros 10% ficam para "O Grande Ditador" de Charles Chapplin, onde ele copia Hittler. Acredito que não despropositalmente o segundo exemplo é Hittler e o título copia o nome do filme de Chapplin. Citar somente Lula e relacioná-lo com "o Grande Ditador" de Chapplin é a ruina, a mácula dessa matéria, que tem no fundo um assunto muito interessante a ser tratado, mas precisa de imparcialidade.

Aceito que a matéria de Veja tem a clara intenção de dizer que Lula copia Fidel e que o faz no momento mais oportuno. Porém, não se pode ignorar o núcleo da matéria que é sim a cópia da linguagem corporal que é feita diariamente por muitas e muitas pessoas, como também é feita por Serra, Collor, Obama como mostrado na crítica (também parcial e oportunamente superficial) no blog de Vanessa Lampert.

Existe uma coisa atrás de tudo isso que é o setor de comunicação, quem estuda (não é meu caso) propaganda, comunicação, fotografia e até política sabe muito bem do poder que isso tem. Da importância do gesto do dedo em riste a outro líder, da taça (ou da imagem) levantada no caso de Serra. Na inversão dos papeis de Lula, Fidel, Obama (que pode sim ter copiado Lula) e outros.

Na opinião de vocês, uma cena como a descrita a seguir, confere ou não poder?

"(...) aparece nas fotos oficiais falando com a maior tranquilidade a interlocutores russos, alemães, árabes, israelenses, africanos, como se dominasse o idioma deles. Fidel Castro fez desse um jogo de cena clássico de seu arsenal, pois, mesmo dependendo vitalmente das doações anuais bilionárias dos soviéticos para sua ilha não soçobrar, aparecia nas fotos como se ensinasse alguma coisa aos velhinhos do Kremlin"

Pergunto aos comunicadores: apesar do oportunismo inoportuno, da parcialidade e da falta de profundidade, a matéria (e a sua crítica agregando imagens de outros líderes) tem ou não uma ponta de razão?

Ontem mesmo estava assistindo ao canal Management TV uma máteria onde as empresas criam recursos sensitivos - como um supermercado que reproduz som de gaivotas na peixaria, ou um hotel que propaga odor de neve, montanha, folhas e dinheiro em seu ar condicionado - para passar impressões aos seus clientes.

Tudo isso tem a ver com imagem.

por: Conrado Tramontini

3 de agosto de 2010

Pai e Mãe


Pai e Mãe
Upload feito originalmente por Conrado Tramontini (Conras)
Dia após dia, penso no quanto do que eles me ensinaram, eu consegui aprender. Em quanto de seus valores, honra e dignidade, eu consegui demonstrar. Em quanto das pessoas que são, eu consegui ser. Se sou quem eu sou, é por todo o cimento mexido, todo o concreto quebrado e tijolo empilhado. Se sou quem eu sou, é por todo a atenção, todo o carinho e amor dado. Sou quem eu sou, grato a quem eles são e me ensinaram a ser.

26 de maio de 2010

Meu legado.

Isso é um pouco antigo ... uns 7 anos, mas coincidentemente, falei sobre isso hoje e encontrei por acidente.

[29.9.03 11:50 PM | CONRADO TRAMONINI]
Salve tripulantes do Big Brother ... galera se a letra P do meu teclado que está falhando não me estressar eu se meu teclado durar até o final, pretendo colocar aqui um post muito importante para mim.

Bom ... a fragilidade de nossa vida, a maneira simples e bela com que ela se conduz e a facilidade que uma fatalidade pode encerrá-la bruscamente me fez pensar nas palavras que aqui vou postar. Isso não é de agora ... é antigo, algo que eu queria passar para cada ser humano como uma lição de minha vida ... provavelmente não encontrarei as palavras adequadas para expressar tudo.

A vida, esse pequeno presente de Deus é para ser aproveitada, nos seus mínimos detalhes, e a cada milésimo de segundo. A cada respiração ou piscada de olhos e é assim que venho fazendo. Minha vida é corrida, é um pouco desgastante, mas é bela. Agradeço a Deus por isso.

Todo dia eu pego o trem, relativamente cedo e nele tenho a oportunidade de apreciar a "paisagem" pela qual o trem passa. Olho as várias casas, as diversas favelas e imagino o que passa na vida de cada um que vive ali. Se aquelas pessoas são felizes ou não, o que pensam e o que sentem. No trem é fácil ver alguém triste ou alguém alegre e me pergunto, o que estaria pensando na cabeça de cada um e o que poderia fazer para alegrar mais aquela pessoa.

Uma coisa que me impressiona muito é ver o Sol ... pode paracer besteira, mas não é. Vejo como ele brilha, seja em céu limpo ou entre as nuvens. Procuro por Deus, sabendo que não o encontrarei ali, mas sim dentro de mim.

Sabendo disso, a cada minuto acho um novo motivo para sorrir.

Quando olho a paisagem, quando estou na companhia de meus amigos, seja apenas vivendo.

Espero que todos vocês tenham essa felicidade e que não pensassem na felicidade "material" a qual a mídia nos incita.

As vezes somos tolos e achamos que a felicidade só vem com bens materiais, um carro novo, uma casa, uma roupa, um relógio, um celular e hoje esquecemos que muito antes não tinhamos nada disso ... seremos felizes quando reparamos na beleza natural das pessoas e do mundo.

Frank Sinatra dizia que seu legado era a música e a alegria que passava para as pessoas, que derepente ele olharia para o céu e perguntaria: vc sabe que tom de azul é aquele ?

O legado que quero deixar é o da felicidade, não porque é o mesmo de Frank, mas porque é aonde encontro a minha felicidade ... não sou músico. Sou feliz.

E é isso que quero que todos sejam ... esqueçam o "material" ... esqueçam os problemas ... a vida é curta para você guardar rancor, para que você tenha um inimigo, para não gostar de alguém ou ficar sentindo inveja. Não deixe seus sonhos de lado, realize-os mesmo que em pequena escala.

Não se lamente e não sonhe demais, mas voe na sua imaginação, passa uma tarde deitado em um gramado, escute uma boa música, mas acima de tudo ... sorria e veja a beleza do mundo ... ela está em todo lugar, mas você precisa querer encontrá-la, senão só verá tristeza e feiura.

Como disse ... a mensagem fica confusa, é difícil passar um sentimento para as palavras, mas tenho certeza de que vocês entenderam o recado.

Sou feliz, muito feliz e sou grato a cada um de vocês meus amigos e minha família por me ajudarem a ser feliz. Deixo aqui meu legado de paz, amor e felicidade a vocês e espero que vocês possam sentir isso meus amigos. Quem quiser, me siga ... e seja feliz.

Sinceramente,

Conrado.

25 de janeiro de 2010

Celebridade instantânea.

Em um desses jornais imobiliários que são distribuídos nos sinais, existe uma matéria definindo Geyse Arruda como celebridade. Dentre todas as bizarrices, me recuso a entender como celebridade uma pessoa que não está no Big Brother.

por: Conrado Tramontini

23 de janeiro de 2010

De Pessôa, o general brasileiro (com muito orgulho) que "enganou" Hitler

Fim de semana passado o Esporte Espetacular apresentou uma bela reportagem sobre um militar brasileiro, o gen. Roberto de Pessôa, que sob o disfarce de membro da comitiva brasileria para as Olimpíadas de Berlim, de 1936, se infiltrou na academia de esportes do terceiro Reich e além de aprender sobre o treinamento dos atletas - futuro treinamento militar - se infiltrou também na escola de planadores e no treinamento de paraquedistas alemães, que era uma unidade secreta pois Hittler os tinha como grande segredo militar. Mais adiante, Pessôa participou do treinamento da 101a. aerotransportada - a famosa 101a. airbone - e do centro de paraquedismo brasileiro. Sendo o primeiro paraquedista militar brasileiro. A matéria aponta a história de pessoa, com muita simpatia e muito respeito pelos feitos desse militar.

Seguem os links para as matérias completas: (Vídeo) e (Texto)

por: Conrado Tramontini

13 de janeiro de 2010

Computação Quântica

Computação Quântica.
(Conrado Brocco Tramontini)

Em 1959, o Físico Richard Feynman apresentou em sua palestra para a Sociedade Americana de Física a idéia de que seria possível escrever todo o conteúdo da Enciclopédia Britânica na cabeça de um alfinete reduzindo o tamanho das letras a até alguns átomos, tendo ainda resolução suficiente para que um equipamento pudesse ler o texto. Feynman, que além de ser um conceituado físico, tinha uma visão e um senso de humor extremamente amplo, foi mais a fundo e mencionou também a possibilidade de construir-se máquinas nessas dimensões, como um veículo montado com poucos átomos, que até poderia ser dirigido por um ácaro, mesmo sem ver muita utilidade em um ácaro sair dirigindo por aí. Esse foi o berço da nanotecnologia (ou nanociência), que estuda o manuseio e construção de materiais e equipamentos a partir da menor parte da matéria, os átomos. Uma das vertentes da nanotecnologia é a computação quântica (CQ), que consiste no processamento de dados representados não por circuitos elétricos, mas por partículas quânticas em seus estados quânticos.

Antes de olharmos para a CQ, é necessário que observemos um pouco dos princípios da mecânica quântica, que é a base de diversos ramos da física, como o eletromagnetismo e a cosmologia, também é essencial para a teoria das ligações químicas e para toda a química, e para tecnologias como a eletrônica e a própria nanotecnologia.

A mecânica quântica - quântica vem do Latim "quantum", que significa "quantidade", sobre a quantidade de energia atribuída - começou no início do século 20, com o trabalho pioneiro de Max Planck e Niels Bohr. Seus conceitos são tão incomuns que o próprio Einstein não aceitou sua teoria como completa, e Niels Bohr o advertiu, em 1927, que "qualquer um que não se chocar com a teoria quântica não a compreende".

Na mecânica quântica, o estado de um sistema físico é definido pelo conjunto de todas as informações que podem ser extraídas desse sistema ao se efetuar alguma medida. É exatamente isso que você entendeu. O estado de um sistema físico "é" todos os estados. Portanto, dados dois estados quaisquer, a soma algébrica deles também é um estado. Esse fenômeno é chamado por "superposição", e é um dos fenômenos que torna a CQ tão interessante.

O experimento mental conhecido como "o gato de Schröndinger", demonstra a estranha natureza das superposições quânticas. No experimento, um gato está preso a uma caixa, com um frasco de veneno que pode ser liberado caso ocorra uma reação em uma partícula quântica. O gato tem 50% de chance de estar vivo e 50% de chance de não estar. Para a mecânica quântica, entende-se que devido a superposição de estados da partícula, o gato está vivo e morto ao mesmo tempo.
Para livrar o bichano desse desespero precisamos saber o que aconteceu com a partícula, e para isso precisamos abrir a caixa e espiar. Nesse momento ocorre outro fenômeno, o Princípio da incerteza de Heisenberg, segundo o qual a partícula somente assume em um único estado quando se faz uma medição sobre ela. Heisenberg diz que não podemos determinar com precisão e simultaneamente a posição e o momento de uma partícula, ou seja, um estado de um sistema físico só é definido quando se realiza uma medição sobre algum valor dele. Até que isso ocorra, os estados ficam superpostos. Bom, Bohr nos avisou que "qualquer um que não se chocar com a teoria quântica não a compreende". Se você está chocado, significa que estamos no caminho certo.

E o que um gato zumbi tem a ver com CQ? A verdade é que o gato nada, mas a mecânica quântica tem muito a ver. Um computador clássico utiliza pulsos elétricos para representar seus bits – que são sujeitos as leis da física clássica - e possuem somente 2 valores: 0 ou 1. A CQ utiliza partículas quânticas para representar seus bits - que são chamados por qubits e podem ser representados por átomos que podem estar excitados e não excitados ao mesmo tempo, ou com fótons que podem estar em dois lugares ao mesmo tempo, ou com prótons e nêutrons ou elétrons e pósitrons que podem ter um spin ao mesmo tempo "para cima" e "para baixo", se movimentando em velocidades próximas à da luz. Enquanto o computador atual precisa ser cada vez maior, uma molécula microscópica pode conter muitos milhares de prótons e nêutrons que podem ser usados como computador quântico com muitos milhares de qubits e já foram publicados artigos em revistas científicas apresentando protótipos de dispositivos que implementam os qubits, em arquiteturas diversas, como o chip da empresa D-Wave, alvo ainda de dúvidas e que está sendo usado e apoiado pela Google.

Beneficiada pelos dos fenômenos quânticos a CQ gera processamentos exponencialmente mais velozes, principalmente para algoritmos de cálculos numéricos como faturação de números usadas em um importante algoritmo, conhecido como algoritmo de Shor - testado em um processador quântico, pela IBM em 2001 - ou na a busca de imagens anunciada recentemente pela Google e o chip da D-Wave, que por usar superposição de bits é mais rápido do que os computadores binários. É como se você pudesse procurar suas meias em todas as gavetas, de uma vez só. Outra aplicação é a criptografia quântica que usa dois qubits emaranhados. Imagina que um servidor emaranha o qubit B ao qubit A, e os envia parte para as máquina A os qubits A e para a máquina B os qubits B. O que a máquina A escreve em seus qubits é replicado para os qubits da máquina B, através de um fenômeno chamado telepatia quântica, sem que ocorra o transporte de informações, sem nenhum meio ou contato físico e consequentemente sem poder ser interceptado. Parece impossível se pensarmos na física clássica, mas a própria IBM já testou essa aplicação, com sucesso.

Quanto ao chip da D-Wave, os questionamentos quanto a sua veracidade são feitos por cientistas e físicos que suspeitam que o chip não é uma implementação real de um processador quântico, mas sim uma simulação através de um computador binário, isso devido a dificuldade de se controlar este sistema, que é passível ainda de interferências e do pequeno tempos sob os quais tem sido possível controlar o estado de tais partículas.Ainda sim, existe um consenso que desenvolvimento dessa tecnologia tem se apresentado bem mais rápido do que o previsto inicialmente.

8 de janeiro de 2010

Terceirização do governo.

Quanto custa para terceirizar o governo brasileiro? Podiamos contratar uma empresa de consultoria, com pessoas com conhecimento - e experiências bem sucedidas - de administração, gestão, finaças, econômia. Seu CEO, CIO, e todos os gerentes respondem para acionistas, definimos custos e SLAs para eles e multas caso os SLAs não sejam cumpridos - podendo inclusive perder a concessão para a empresa concorrente (que já estará eleita).

Assim a gente evita notícias como:

Senado pagará R$ 1,9 milhão para fazer nova praça de alimentação para funcionários (link)

Câmara aumenta gastos com horas extras em 64,4% em 2009 (link)

Arruda pede perdão por 'pecados' (link)

Além do bolsa-lambe-botas: Distribuidora faz novo acordo com sindicatos para atrair mais público para filme de Lula (link)

Como diz o - agora hipócrita e estúpido - Boris Casoy (link): Isso é uma vergonha.

Como consolo aos brasileiros, sobra a diginidade e humildade dos garis, que do alto de suas vassouras, no mais baixo da escala de trabalho, ainda nos deseja felicidade.

por: Conrado Tramontini

23 de novembro de 2009

Consciência negra (aqui, sobre os dois sentidos)

Sobre a morte de Celso Pitta, alguns políticos deram a entender que ele foi injustiçado por ser negro. Duas matérias do Estadão citam isso. Em uma delas, o próprio Agnaldo Timóteo, que durante a casa dos artistas disse que não existia racismo no Brasil, ilustrando com a frase "Onde entra um branco de terno, entre um negro de terno", disse que os negros deveriam ter lutado pelo Pitta, que morreu no dia da consciência negra.

Os negros devem lutar por justiça. Os brancos também. Aliás, a sociedade como um todo - sem discriminar se brancos ou negros - devem fazer isso.

O Brasil tem um sério problema. Na busca por heróis, ele primeiro cria seus monstros. O racismo no Brasil não age nas vertentes onde se quer combatê-los. Se querem saber, eu sou um afro-descendente e tenho minha derme tão branca que chega a ser rosada. Por isso, quando ando na rua, me vejo como membro da minoria dos realmente-brancos. No Brasil, o moreno é considerado branco.

Existem muitos líderes negros, que até o momento seguem suas vidas sem se dizer não quistos pela socidade. Veja aqui uma lista deles:

http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20081028060943AAHjgK0

Sobre o Pitta, ele não foi indesejado por ser negro. Os pessoas o elegeram quando ele já era negro. Ele foi indesejado pelas atitudes que acreditamos que ele seja culpado.

Estadão:

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,celso-pitta-foi-discriminado-por-ser-negro-diz-lider-do-ptb,470002,0.htm

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,sob-forte-chuva-e-palmas--celso-pitta-e-enterrado-em-sp,470049,0.htm

Abaixo os comentários colhidos nas notícias do Estadão:

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Conrado Tramontini
Conrado Tramontini em 23/11/09 ás 00:53
Na outra matéria lê-sê: "O deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) afirmou que "o tempo vai demonstrar que o Pitta foi muito injustiçado". Segundo ele, a sociedade paulista não aceitou que um negro assumisse a Prefeitura de São Paulo"

Eu pergunto, como a sociedade Paulista não aceitou um negro na prefeitura, se essa sociedade confiou, votou e o elegeu pela maioria? As pessoas precisam parar de criar racismo onde não existe. O problema do Pitta não era sua derme, mas a sua idoniedade.
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Paulo Mombach
Paulo Mombach em 21/11/09 ás 19:22
Só lamento de ele nãor ter levado consigo o Maluf e toda corja de políticos corruptos do Brasil. Que descanse em paz, se conseguir...
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Jose Roberto Vilas Boas
Jose Roberto Vilas Boas em 21/11/09 ás 17:47
Seu Antonio Luiz Rodrigues. O senhor quer é aparecer.O sr, é um cara de pau como 90% dos politicos deste país.Todos nós sentimos qdo uma pessoa morre.Porque se não pagou pelos seus erros aqui na terra,vai ter de pagar em outro lugar.Como pessoa nada contra ninguém, mas como políco, ele o sr e, O Paulo Maluf,o Lula e toda esta corja que vive as custas deste nosso povo. e deste país.Vcs todos são uns caras de pau.
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Flaviana Serafim
Flaviana Serafim em 21/11/09 ás 16:57
É um absurdo declarar que Pitta foi discrminado por ser negro. É uma falta de desrespeito aos negros que lutam por justiça e igualdade. Ladrão é ladrão, corrupto e corrupto, porque o mal e a sacanagem são multicoloridas.
*
Jose Santos
Jose Santos em 21/11/09 ás 16:42
Seu Antonio Luiz Rodrigues cara-de-pau!!! O Celso Pitta foi discriminado por ser ladrão. A cor do bandido tanto faz, ele continua bandido.Não é porque morreu que ficou bonzinho. Se existir inferno, o diabo está ferrado, porque ele vai roubar lá também. Era um egoísta como vários políticos brasileiros são. Usam dos cargos públicos para se locupletarem. E pelo jeito o Sr é da mesma laia e ainda mente fazendo chantagem emocional com o povo crédulo que é esse povo brasileiro.
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Tulio Amaro
Tulio Amaro em 21/11/09 ás 16:25
Pitta foi não foi discriminado por ter estudado na Inglaterra, mas por ter sido lambe-botas de Maluf.

por: Conrado Tramontini

9 de agosto de 2009

Twitando fora do twitter: Famosos

Nessa sábado eu vi uma mulher que viu o Rodrigo Santoro não rua. Não é o máximo, ahn!?

por: Conrado Tramontini

4 de agosto de 2009

Twittando fora do Twitter.

O Twitter é um tipo de blog para quem tem preguiça - ou menos vontade, ou interesse - de ler e escrever.